Oi Pessoal, A saga do casamento sem lactose continua e uma parte muito importante e esperada são os doces da festa. Normalmente bombons, trufas, brigadeiros gourmet, bem-casados, brownies e outras doçuras cheias de leite condensado, chocolate ao leite, creme de leite e manteiga ocupam seus devidos lugares na hora da sobremesa e os intolerantes à lactose ficam a ver navios nesse momento...mas não precisa ser assim! Estou com algumas ideias de doces para servir que tenho certeza que nem vão chamar atenção como "comida especial", até porque a maioria delas são doces comuns, que todos comem e gostam, o pulo do gato é garimpar as opções "naturalmente" sem lactose dentre os doces possíveis de serem servidos. Mas não vai ter bombons e docinhos tradicionais no seu casamento? Claro que vai, gente! Até porque eu quero poder comer doces na minha festa, mas não preciso comer T-O-D-O-S, né! Os convidados poderão se deliciar com o que escolherem e haverá opções para todos os gostos. Ainda não sei exatamente quais doces vou escolher, mas vou compartilhar com vocês o resultado do meu garimpo nesse mundo de açúcar, com itens que podem ficar tanto na mesa principal de doces/bolo, quanto numa mesa de café ou ser usado como lembrança:
- Doces cristalizados: frutas cristalizadas estarão no meu casamento com certeza porque simplesmente AMO doce de figo, jaca, abacaxi, mamão e tudo mais que puder ser cristalizado. Eu sempre brinco com meu noivo que pode mudar tudo, mas do doce de jaca eu não abro mão! Tudo bem, jaca não é lá muito glamourosa, mas casamento é dia de celebrar o amor e sério...doce cristalizado é muito amor na minha vida! =P
No último post que eu mencionei que irei me casar ano que vem (yipee!!!) e algumas pessoas sugeriram que eu escrevesse sobre como está sendo o processo de escolher o cardápio e demais comidinhas (doces, bolo, etc) da festa. Eu gostei bastante da ideia, pois acho que vai ser muito interessante trocar experiências sobre esse assunto com vocês. Realmente dá bastante trabalho procurar opções que sejam seguras para mim (afinal quero poder comer bem no meu próprio casamento) e que agradem também aos convidados, portanto toda ajuda é bem-vinda! Compartilho com vocês as opções que estou encontrando e fico no aguardo de dicas de quem também já passou por isso ou tem boas ideias do que fazer.
Um mês de reintrodução do glúten na minha dieta e fico feliz de anunciar que até agora está tudo sob controle.
Durante uma semana comi pouquinho glúten (cerca de meio pão francês ou equivalente a isso em outros tipos de pão) apenas uma vez ao dia e a partir da segunda semana fui, aos poucos, aumentando a quantidade e frequência ingerida. O aumento do consumo é essencial porque o resultado do exame que preciso fazer pode dar falso negativo se eu não estiver consumindo glúten ou consumindo pouco.
Eu adotei essa estratégia de começar com pouco, mesmo sabendo que talvez a primeira semana fosse descartada na minha contagem de 3 meses comendo glúten, porque eu não queria ter muitas "surpresas" ruins, como estar passando bem em um dia e no dia seguinte estar passando absurdamente mal, ou de uma hora para a outra, no meio da rua ou no trabalho, começar a passar muito mal. Meu deslocamento para o trabalho é um pouco complicado, demoro cerca de 1h para chegar onde preciso e dependo do ônibus da empresa. Além disso, preciso cruzar uma linha de trem e não é raro o ônibus ficar parado no meio do nada aguardando o trem passar. Por isso eu prefiro ter uma ideia de como estou me sentindo antes de sair de casa e queria que a reação (caso ocorresse) fosse de forma gradativa e eu pudesse tomar quaisquer providências necessárias nesse tempo.
Aproveitei para comer uns pães, mas antes conferi se não tinha lactose!
Nesse um mês tive alguns contratempos e embora eu suspeite que nem todos foram relacionados à volta do glúten, vou colocá-los aqui assim mesmo, já que estão no meu diário de alimentação e resultados. Vamos por partes porque a lista é longa:
Ontem foi um dia muito importante para mim: o início de uma jornada de 3 meses de reintrodução do glúten na minha dieta. Confesso que estou um pouco apreensiva com o que vai acontecer nesse período, mas também estou confiante que dessa vez vou conseguir chegar ao final desse teste sem grandes danos (tomara)!
Gente, eu sei que o blog é "Sem Lactose, Com Alegria", mas como hoje (18 de Maio) é o Dia Internacional do Celíaco, eu quis fazer esse post para ajudar a divulgar o que é a Doença Celíaca e os cuidados necessários, porque a maioria das pessoas não tem muito conhecimento sobre ela, assim como eu praticamente não tinha ideia do que era até algum tempo atrás quando comecei a acompanhar alguns fóruns devido a ter reduzido o glúten da minha dieta.
Eu também não tenho um conhecimento profundo e minha intenção principal é divulgar mesmo, por isso não vou me arriscar escrever por minha conta e acabar falando besteira. Os 3 itens abaixo são copiados e colados (na cara dura mesmo) do site da FENACELBRA, que é a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil. Só uma coisa que eu queria ressaltar já de início: o celíaco não pode consumir nada que contenha glúten ou traços dele!
A divulgação é importante para que as pessoas à volta do celíaco (e ele mesmo) entendam suas restrições e necessidade de informações confiáveis. Um simples rótulo incorreto, um amigo bem intencionado mas sem conhecimento da doença, do que contém glúten ou da contaminação cruzada ou um ato displicente de um restaurante, por exemplo, podem causar bastante estrago. Além disso, quem tem qualquer restrição alimentar sabe que as mudanças não acontecem apenas no que comemos, mas afeta toda a rotina e os relacionamentos, seja na família, com amigos, no trabalho, etc. Então quanto mais conhecimento e sensibilidade as pessoas tiverem, melhor será a qualidade de vida do celíaco.
Sobre a Doença Celíaca
É uma doença autoimune, que afeta o intestino delgado interferindo diretamente na absorção de nutrientes essenciais ao organismo como carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas, sais minerais e água. Caracteriza-se pela intolerância permanente ao glúten em pessoas geneticamente predispostas. O único tratamento é a dieta isenta de glúten por toda a vida. Caso uma pessoa com doença celíaca consuma alimentos com glúten ou traços de glúten, isso vai provocar uma reação imunológica no intestino delgado, uma inflamação crônica que impede a absorção dos nutrientes. A doença celíaca pode se manifestar em crianças, adultos e idosos. Estudos internacionais apontam que 1% da população mundial é celíaca. Na última década aumentou no Brasil a consciência sobre a doença celíaca. Afeta em torno de 2 milhões de pessoas no Brasil, mas a maioria dessas pessoas ainda estão sem diagnóstico.
Sintomas
A pessoa pode apresentar apenas um sintoma ou um conjunto deles:
• Diarreia crônica
• Prisão de ventre crônica
• Distensão abdominal
• Vômitos
• Dor abdominal
• Depressão
• Desnutrição com déficit de crescimento
• Anemia ferropriva não curável
• Emagrecimento e falta de apetite
• Baixa estatura
• Irritabilidade
• Osteoporose
• Mancha nos dentes
• Esterilidade
• Abortos de repetição
• Doenças neurológicas
Tratamento
O único tratamento é uma alimentação sem glúten por toda a vida. A pessoa que tem a doença celíaca nunca poderá consumir alimentos que contenham trigo, aveia, centeio, cevada e malte ou os seus derivados (farinha de trigo, pão, farinha de rosca, macarrão, bolachas, biscoitos, bolos e outros). A doença celíaca pode levar à morte se não for tratada.
Esses dias alguém comentou no grupo "Viva Sem Lactose" para ter cuidado com o wasabi. Não lembro qual era o tópico, só me lembro que fiquei surpresa porque para mim o wasabi era só uma raiz e não tinha nada de lactose. Até perguntei se tinha mas não tive resposta e resolvi fazer uma busca para descobrir. Encontrei pelo caminho muita informação interessante sobre o que é o wasabi e finalmente cheguei na parte de lactose.
O que acontece, de fato, é que o wasabi "original" não tem mesmo lactose. PORÉM, o wasabi "original" também cresce apenas em condições muito específicas, como citado pela chef Mari Hirata nessa reportagem, "com água de montanha corrente e fresca, nunca acima de 5°" e não bastasse isso, ainda perde seu sabor e ardor alguns minutos após ser ralado. Daí já dá para ter uma ideia de que achar wasabi de verdade nos restaurantes japoneses por aí não deve ser tarefa fácil (para não dizer que é impossível).
Mas então o que é aquela coisinha verde que vem no prato de sushi? Bom, de acordo com a Cookipedia, é comum que os "wasabi" industrializados, em pó ou em pasta, sejam uma mistura de rábano-picante (ou raiz-forte, que é diferente de wasabi de verdade) e semente de mostarda com corante verde. Embora alguns contenham o wasabi "original" em sua composição, ainda assim adicionam esses ingredientes para dar a sensação de queimação, que o wasabi perde em algum tempo de contato com o ar.
Ainda não entendi o que a lactose tem a ver com tudo isso...
É que vários "wasabi" industrializados contém também lactose em sua composição para facilitar a manipulação. E como o industrializado é provavelmente o que encontramos nos restaurantes, é bom lembrar que aquela bolinha verde no canto do prato pode conter lactose.
E quem diria que aquela coisinha verde pode ter lactose?
Aqui vale uma ressalva: a quantidade de "wasabi" que a maioria das pessoas consome em uma refeição de comida japonesa costuma ser bem pequena, então é possível que não vá afetar que tem uma intolerância moderada, mas vale saber que pode ter sim lactose escondida ali e cada um tomar as precauções de acordo com seu caso.
Eu confesso que na minha época de intolerância "amigável" eu sempre comi e nunca me fez mal e atualmente eu estou evitando qualquer coisa mais forte (como o wasabi ou pimenta), quer tenha lactose ou não, para me recuperar das crises recentes.
O leite é um alimento muito comum e amplamente utilizado no
nosso dia-a-dia, mas para algumas pessoas ele pode ser um pesadelo devido a
reações causadas pela sua ingestão, que podem ser decorrentes de: Intolerância
à Lactose ou Alergia à Proteína do Leite. Embora ambas tenham em comum o
alimento que as causa, os mecanismos são diferentes e os cuidados também são
específicos para cada caso. Por isso, acho legal entender um pouco mais sobre a
IL e a APLV. Vou focar mais na IL porque é o que eu tenho e por isso acabo me
interessando mais, mas vou dar uma “pincelada” na alergia a proteína do leite para
explicar as diferenças.
O texto ficou um pouco grande, mas acho que vale a pena ler até o final. Para quem chegar lá tem uma curiosidade (in)útil.
– Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que não sou médica,
nutricionista, nem sou de qualquer profissão da área de saúde. Todas as
informações contidas nessa postagem (e em outras desse blog) se baseiam nas
minhas experiências de intolerante a lactose, pesquisas na internet e em livros, conversas com
profissionais e conversas com outras pessoas que possuem intolerâncias
alimentares. De forma alguma, essas informações substituem o acompanhamento ou
orientação médica. Além disso, eventuais correções ou novas informações são
bem-vindas –
Entendendo a IL
O que é a lactose?
A lactose é o “açúcar” do leite. É um carboidrato formado
pela junção de dois carboidratos menores: glicose e galactose.
E o que é a intolerância à lactose?
A IL acontece quando o organismo não produz ou produz em quantidade
insuficiente a enzima lactase, que é a responsável por digerir a lactose,
quebrando-a em glicose e galactose.
A glicose e a galactose, que são carboidratos simples, são
absorvidas para a corrente sanguínea e daí em diante desempenham suas funções no
organismo. A lactose, por outro lado, por ser um carboidrato mais complexo, não
é absorvida em sua forma natural e permanece no intestino se não for “quebrada”
através da ação da lactase. Com isso:
- O intestino torna-se um ambiente hipertônico, o que faz
com que água seja absorvida para dentro dele através da osmose. O excesso de
água acaba por causar a diarreia.
- A lactose é fermentada por bactérias presentes na flora
intestinal, e nesse processo são gerados gases e ácidos orgânicos. O excesso de gases produz a sensação de
inchaço, flatulência, dores abdominais, entre outros sintomas de má digestão.
E por que o organismo não produz lactase?
Bom, pelo que tenho pesquisado, a incapacidade do organismo
em produzir lactase pode ser resultante de doenças intestinais que tenham
danificado a mucosa do intestino e com isso, as células responsáveis pela
produção da lactase (chamado de IL secundária), ou pode ocorrer uma diminuição natural da produção de
lactase ao longo da vida, determinada por fatores genéticos(chamado IL primária).
Na secundária, normalmente a intolerância é temporária e
a produção de lactase é reestabelecida após a recuperação dessas células. Dependendo
da gravidade do caso, entretanto, pode ser que o dano seja permanente.
Na primária, o quadro provavelmente é permanente, mas é
comum que pequenas quantidades de lactose sejam toleradas. Essa quantidade
varia de pessoa para pessoa e mesmo para cada indivíduo pode variar ao longo do
tempo, pois fatores como o estado emocional, qualidade de vida e alimentação
influenciam a quantidade de lactase produzida.
Quais são os principais sintomas?
Alguns desconfortos causados pela IL são:
- Diarreia (ou às vezes constipação)
- Dor abdominal;
- Inchaço abdominal;
- Gases / Flatulência;
E o que pode ser feito para melhorar a IL?
A forma mais simples que aprendi: parar de consumir lactose.
A IL não vai sumir, mas o desconforto vai. Nesse ponto, é importante cada um
testar seus limites, pois enquanto algumas pessoas, mesmo com IL, ainda podem
consumir pequenas quantidades de leite e derivados sem apresentar desconforto,
outras apresentam reações fortíssimas mesmo com a ingestão de quantidades
mínimas.
Utilizando meu caso como exemplo: ao descobrir minha IL eu
cortei da minha alimentação basicamente o leite em si, sorvetes cremosos, leite condensado e creme
de leite, mas conseguia comer tranquilamente queijos, manteiga e bolos ou pães
produzidos com leite (sem excessos, claro). Recentemente, percebi que minha
tolerância diminuiu e esses itens já não são mais tão inofensivos pra mim. Será
que eu vou poder voltar a consumir pequenas quantidades de lactose sem
problemas? Pode ser, pois no momento estou em uma fase crítica, inclusive
investigando outros possíveis problemas além da IL, mas isso eu só descobrirei
com o tempo.
Além disso, há a opção da ingestão da enzima lactase
(encontrada atualmente em pó ou em comprimidos, mas depois falo dela com mais
detalhes) junto com o consumo de produtos que contenham lactose para que ela
atue na digestão, como nossa própria lactase atuaria, se fosse produzida pelo
organismo em quantidade suficiente. Embora haja uma medida que indica o quanto
de lactose pode ser consumida depois de cada dose, o que eu aprendi na prática
é que também nesse caso é importante
cada um testar e conhecer seu limite para garantir que não irá passar mal, pois
uma pessoa que produz pouca lactase precisará suplementar menos do que outra
que não produz nenhuma lactase, por exemplo. Atualmente, a alguns alimentos
lácteos, é adicionada a enzima durante o processo produtivo, de forma que eles
já chegam ao mercado sem lactose ou com lactose reduzida.
O uso de probióticos (alimentos que contém micro-organismos
vivos em sua composição) também beneficia os intolerantes a lactose, pois além
de promover o equilíbrio da flora intestinal e consequente integridade das
células do intestino, as bactérias benéficas ao organismo, contidas nos
probióticos usam a lactose (dentre outras coisas) em seus processos naturais,
consumindo parte desse carboidrato que permaneceria no intestino.
Mas é sempre muito importante que qualquer diagnóstico e consequente tratamento
seja orientado e acompanhado por um profissional qualificado para tal.
Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV)
A alergia a proteína do leite de vaca é uma reação do sistema
imunológico que identifica a proteína do leite como uma substância estranha e
produz anticorpos e/ou células inflamatórias para combatê-la. Em decorrência
dessa reação, a pessoa pode apresentar sintomas gastrointestinais (cólicas,
diarreia, vomito, dificuldade para engolir, entre outros), de pele (coceira nos
olhos e na pele, urticária, inchaço de olhos e lábios, etc), respiratórios
(coriza, obstrução nasal, tosse, respiração difícil) ou gerais (baixo ganho de
peso, anafilaxia, que em casos graves pode culminar com o fechamento da
garganta).
No caso da alergia, às vezes a reação ocorre especificamente
com a proteína do leite de vaca e a pessoa pode não ter reações com outros
leites animais (como o de cabra ou outro), entretanto, como as proteínas não
são tão diferentes assim, é comum que qualquer leite animal desencadeie a reação
e por isso é muito importante orientação e acompanhamento médico.
Os sintomas às vezes são confundidos, pois os distúrbios
gastrointestinais podem ocorrer em ambos casos, entretanto os motivos pelos
quais ocorrem são diferentes e enquanto a IL se restringe a esses sintomas, a
APLV pode ter vários outros, como citados anteriormente.
A regra básica para os cuidados é que no caso da APLV, é
necessário que o leite de vaca seja completamente excluído da dieta pois até
pequenos traços podem desencadear a reação alérgica. Já na IL, produtos
elaborados com leite, mas com zero ou baixa lactose (dependendo do nível de intolerância)
podem ser consumidos e normalmente também
não é necessário se preocupar com a contaminação cruzada, ou traços de leite,
pois isso não causa desconforto (exceto em casos muito graves).
Quem está buscando mais informações sobre a contaminação
cruzada com leite, pode também consultar a cartilha que mencionei acima, que
contém várias orientações e dicas para evitar que isso aconteça.
Outra informação interessante é que a APLV é mais frequente
em crianças e rara em adultos, pois é comum sumir conforme as crianças crescem
e a IL é muito mais comum em adultos e idosos do que em crianças. Estima-se que cerca de 70% da população adulta seja intolerante a lactose em algum nível.
Bom, espero que esse texto ajude esclarecer algumas dúvidas. Mas antes de finalizar, um momento de descontração com uma curiosidade
bombástica extraída do blog Gastroenterologia Pediátrica e Nutrição (http://gastropedinutri.blogspot.com.br/2014/02/intolerancia-lactose-historia-genetica.html): “A Foca, Zalphus californianos, constitui
uma exceção entre os mamíferos, posto que seu leite não possui Lactose e nenhum
outro carboidrato, e a glicose encontrada no sangue dos filhotes durante o
período da amamentação é derivada primariamente do glicerol da gordura do leite
da foca.”
Agora que acabei de descobrir isso, por favor, “alguém me
amassa, porque tô passada”!
Pesquisando um pouco mais sobre essa curiosidade que me intrigou
bastante, achei esse site (http://www.wiley.com/college/boyer/0470003790/cutting_edge/lactose_intolerance/lactose_intolerance.htm) que diz que além das focas, outros mamíferos marinhos como as morsas e leões
marinhos também produzem leite sem lactose, devido à falta de uma substância
necessária para síntese da lactose quando o leite está sendo produzido.
O mesmo site ainda relata que em 1933, um bebê morsa que estava sendo transportado
do Alasca para a Califórnia foi alimentado com leite de vaca e apresentou
diarreia grave, pois esses animais não produzem lactase, já que não consomem
lactose. **Tadinho do bebê morsa**
Manhêêêêêêê, tô com dor de barriga!
Então amigos, vemos que não estamos sós na natureza. Focas,
morsas e leões marinhos aparentemente nos acompanham na IL! Se é mesmo assim, eu não sei dizer. Aqui http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2364254 aparece um pequeno percentual de lactose no leite de uma determinada espécie de foca, mas controvérsias a parte, achei bem interessante. Alguém sabe mais sobre esse assunto?
E aliás, onde compra leite de foca, de morsa ou de leão
marinho? Se eu não descobrir, terei que fazer como o Mussum? =P