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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Simplificando-me: 115 dias

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Nº de dias no desafio Simplificando-me: 115
Nº de itens que saíram de casa: 91
Nº de itens preparados para sair de casa: 39
Animação com o desafio: 100%
$ extra: R$325,75
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Olá amigos!!!

O desafio Simplificando-me segue firme e forte por aqui e eu estou cada vez mais empolgada com ele!

Já são quase 4 meses no desafio e notei mudanças incríveis na minha vida, que está finalmente se tornando mais leve. Não consigo nem descrever o quanto eu estou feliz por estar nessa jornada.




ATUALIZAÇÃO DO "DESTRALHAR"

Depois de muito pesquisar, enrolar e sofrer sem saber o que fazer, eu finalmente me desfiz dos itens de banheiro que eu havia separado. Entrei em contato com as marcas, com a prefeitura de Vitória e pesquisei muito sobre como fazer o melhor descarte possível. Em alguns casos a resposta não me agradou, mas por fim eu percebi que não havia mais o que fazer a não ser executar o descarte, gostando ou não do impacto dele. 

Me desfazer desses produtos foi libertador!


DO DESCARTE PARA A VIDA...

Eu não encontrei a solução "perfeita" mas eu agi assim mesmo. Fiz o que eu pude, com a informação e conhecimento que eu tinha no momento. 

Por mais ridículo incrível que pareça, descarregar no ar limpo da minha varanda duas latas inteiras de fixador de cabelo vencido, sentir a dor de estar deliberadamente poluindo e assim mesmo apertar o spray até o final¹ foi um momento transformador pra mim. 

A partir disso eu consegui me libertar de uma atitude crônica que eu sempre tive a tendência de repetir em todas as áreas da minha vida: não agir enquanto eu não me convencesse de que eu podia executar a ação de forma impecável

Esse descarte me obrigou a internalizar que muitas vezes na vida o feito é realmente melhor do que o perfeito que nunca acontece.

Revigorada pela energia de não precisar mais olhar para uma caixa rosa cheia de cosméticos vencidos no meio da minha sala e me sentindo leve por ter colocado um ponto final em uma longa história de indecisões sobre o descarte desses itens, minha vontade de desapegar aumentou.

Comecei a separar itens aleatórios da casa para doação e tirei mais peças do guarda-roupa (que já tinha sido avaliado) só por olhar e pensar "eu não uso isso, prefiro espaço livre do que esse item"

Ainda mais importante: eu comecei a focar em terminar de encaminhar corretamente tudo que eu já tinha separado. Me senti muito empolgada ao tirar as coisas de dentro de casa!

Depois de encaminhar o que já estava separado há tempos, ainda tirei mais algumas coisinhas do armário e fiz uma revisão nos meus livros. Incrivelmente esses itens foram encaminhados para seu destino muito mais rápido do que qualquer um dos anteriores...

LIÇÕES QUE APRENDI...

1) Separar o que não é mais útil é bom, mas tirar tudo isso de dentro de casa é ainda melhor

O espaço visualmente menos sobrecarregado é encantador! Quando me dei conta da paz e praticidade que vem de ter menos coisas entulhadas, eu comecei a querer me desfazer de tudo! 😂

Definitivamente não vale a pena juntar todas as doações para tirar de casa de uma vez só. Levar o que já foi separado ajuda a dar ânimo para seguir para os próximos itens.


2) Às vezes é preciso entender o motivo do apego para desapegar

É claro que minha energia desapegadora foi confrontada com minha enorme imaginação para criar vários cenários com "e se..."

Eu queria o espaço livre! Apesar disso, quando segurei na mão aquelas peças e livros que tinham todo potencial de uso, mas que eu raramente (ou nunca) uso, a minha convicção de que o espaço livre era melhor foi lá embaixo. 

Lembrei com carinho do momento que comprei, fiquei tentando pensar em possíveis usos (e se todas as minhas outras calças estiverem sujas? E se eu combinar com aquela blusa? E se eu quiser um dia fazer a receita desse livro? Etc...) e me prometi que ia usar dali em diante.

Mas ao mesmo tempo que eu não queria me desfazer das peças ou dos livros eu também sabia que a minha promessa de usá-los era mentirosa (eu já tinha feito a mesma promessa várias vezes antes), então comecei a me questionar...


  • "Por que eu não quero me desfazer disso?" 
  • "Isso tem algum valor sentimental?"
  • "É medo de ficar sem roupa?" 
  • "É medo de não poder comprar outro?"
  • "É medo de não achar uma peça / livro igual?"
  • "Mas por que esse medo se eu quase nem uso isso?"

E assim, questionando e tentando esclarecer as coisas para mim mesma, eu consegui me convencer a realmente me desfazer de boa parte desses itens que estavam causando indecisão e stress.

Além de tentar entender os motivos de eu estar apegada, um pensamento que me ajudou foi imaginar outras pessoas usando esses itens e felizes com eles! Imaginei as pessoas que iam ficar com eles com sorriso no rosto e também as próprias peças e livros ficando felizes por estarem sendo úteis de verdade! Pode me chamar de doida, mas funcionou...




ATUALIZAÇÃO DA RESTRIÇÃO DE COMPRAS + INSCRIÇÕES EM CURSOS

Resumo do período: está tranquilo! 😎

Até olhei algumas lojas e vi alguns cursos recentemente, mas com a elevação do minha energia desapegadora, está muito mais fácil dizer não às novas compras e inscrições. Eu gostei de ter menos coisas e mais tranquilidade, então voltar a encher os armários e minha agenda realmente não tem sido muito tentador.

Nos primeiro dias do Simplificando-me eu percebi que não vagar por lojas e nem procurar cursos liberou tempo na minha vida. Recentemente eu percebi que a minha restrição fez muito mais por mim: ela eliminou a necessidade de tomar decisões inúteis a todo momento.

Compro ou não compro? De qual cor eu compro? Qual eu gosto mais? Será que esse curso vale o investimento? O conteúdo me interessa? Será que vou usar? E por aí vai...

Tem estudos que mostram que nós temos uma "cota" de decisões que nosso cérebro consegue tomar em um dia e que a qualidade dessas decisões vai diminuindo ao longo do dia (esse vídeo aqui fala um pouco sobre isso). 

Não tenho conhecimento para julgar se os métodos usados nesses estudos dão a eles credibilidade, mas na prática eu percebi que se mostrou verdadeiro, pelo menos para mim.

Desde que parei de constantemente decidir se eu quero comprar ou me inscrever em algo, eu estou muito menos sobrecarregada mentalmente e consigo resolver coisas que antes eu não desenrolava de jeito nenhum. Eram coisas triviais que não tinham motivo algum para eu não resolver, mas eu simplesmente não resolvia. Agora eu resolvo... vai entender! Parece que realmente faltava energia.

Além disso, não me inscrever em novos cursos está me dando o tempo e disposição que preciso para fazer aqueles que eu já tinha começado (e deixado parado) e ainda ler mais livros.

Um dos cursos online que estavam na minha lista para terminar é exatamente sobre entender melhor como nosso cérebro e nossos hábitos funcionam para conseguir fazê-los "funcionar a nosso favor". Também tenho lido alguns livros sobre esse assunto e fazer isso junto com o Simplificando-me realmente tem sido uma combinação perfeita para melhorar meu nível de organização, foco, produtividade, mas sobretudo de autoconhecimento e felicidade! =)

Basicamente, estou arrumando a casa e a vida ao mesmo tempo... e agora me parece claro que eu não teria como fazer um sem o outro!



Até a próxima. 
;)


1) Tanto o fabricante quanto a prefeitura indicaram que a embalagem só poderia ser encaminhada para reciclagem se fosse esvaziada. =/

sábado, 19 de maio de 2018

Simplificando-me: 50 dias

Olá,

Depois de 50 dias do Simplificando-Me e uma viagem de férias que desacelerou o processo de destralhar a casa e -- felizmente 🙌 -- desacelerou também minha mente e meu corpo, eu continuo muito animada com esse desafio que decidi encarar.

PAZ!
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Nº de dias no desafio Simplificando-me: 50
Nº de itens que saíram de casa: 29
Nº de itens preparados para sair de casa: 66
Animação com o desafio: 90%
$ extra: R$121,00
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ATUALIZAÇÃO DO "DESTRALHAR"

Entre o último post e esse eu me envolvi apenas na análise dos itens dos banheiros. 

Para isso, retirei tudinho de dentro dos armários e gavetas e só tenho uma palavra para descrever minha reação ao me dar conta da quantidade de coisas que vi: choque! 

sábado, 14 de abril de 2018

Simplificando-me: 15 dias

Olá Olá,

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Nº de dias no desafio Simplificando-me: 15
Nº de itens que saíram de casa: 26
Nº de itens preparados para sair de casa: 12
Animação com o desafio: 100%
$ extra: R$0,00
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Os primeiros 15 dias do simplificando-me foram super tranquilos, até mais do que eu esperava. Incrivelmente, só de não entrar em lojas online (afinal se não vou comprar, não tem nem sentido gastar tempo olhando, né) meu dia rendeu bem mais do que rendia antes.

Eu já venho tentando ser uma consumidora razoavelmente consciente há algum tempo e mesmo assim eu percebi uma grande mudança no meu comportamento com a proposta de não comprar NADA.



RESTRIÇÃO DE COMPRAS

Antes do 'simplificando-me', por mais que a ideia fosse comprar pouco, ainda assim o fato de me permitir comprar me "dava o direito" de vagar por lojas online pesquisando itens interessantes. 

Agora eu simplesmente não tenho mais o que procurar, então não preciso nem me preocupar em navegar pelas páginas, em analisar se eu realmente gostei de um determinado item ou colocá-lo no carrinho, calcular o frete e decidir o que fazer com ele. Isso criou TEMPO na minha vida! 😍

Tempo esse que aparentemente eu gastava sem nem mesmo perceber: 15 minutos dando uma olhadinha aqui, mais 20 pesquisando se não tem mais barato em outra loja, 5 navegando no link que chegou por e-mail, e lá se foram muitos minutos preciosos. 

Logo de cara, já vi uma vantagem inesperada em não fazer compras!

quinta-feira, 29 de março de 2018

Simplificando-me


Olá Olá!


Estou animada de anunciar novidades! É tempo de renovação e eu definitivamente estou precisando de uma.

Ultimamente senti uma necessidade pessoal de me reencontrar, restabelecer minhas prioridades e, inspirada em uma leitura recente*, resolvi me propor um desafio! Antes de explicar mais detalhes, quero apenas falar um pouco dos motivos que me levaram até essa decisão.



POR QUE MUDAR?

Eu tenho trabalhado bastante, comecei vários projetos pessoais (tipo váááááááários mesmo) e estou estudando sobre uma série de assuntos, tanto relacionados à minha vida profissional quanto aos meus interesses e desejos pessoais...



Nos últimos tempos tenho tentado organizar meu ambiente físico, minha rotina, ser mais produtiva, viver de forma mais sustentável, ter hábitos mais saudáveis, dar mais atenção às pessoas que eu amo e ainda várias outras cositas menores. 

E sim, tudo isso é ótimo, fantástico, maravilhoso e pesquisar como fazer essas coisas e implantá-las no meu dia-a-dia está transformando meus pensamentos de uma forma muito interessante... mas eu confesso que senti o peso do tempo demandado, principalmente com todas essa mudanças pessoais acontecendo junto com vários projetos profissionais provenientes de 2 trabalhos diferentes.  

Com tudo acontecendo ao mesmo tempo e ainda muitas ideias na minha cabeça que eu não consigo colocar em prática por faltar tempo, eu estou sentindo que nessa vontade de abraçar o mundo, eu me perdi

Tentei fazer e mudar tudo ao mesmo tempo e comecei a realmente me sentir perdida, sem saber meu real propósito com cada um desses projetos que comecei ou quero começar, com meu(s) trabalho(s), com as minhas atitudes... basicamente com tudo que eu faço. 

Eu percebo meu tempo totalmente ocupado, meus pensamentos sempre preocupados e o cansaço físico, mas com frequência me sinto desanimada por não atingir os resultados que eu gostaria em todas essas frentes que eu decidi desenvolver. 

E me parece que a cada vez que tento dar mais atenção a uma das frentes porque ela está desandando, me sinto em débito com outra que deixei de lado. 

É como se o tempo todo eu me esforçasse muito para chegar em algum lugar, mas com a minha "bússola interna" quebrada, cada hora apontando para um norte diferente. Assim, tenho a impressão de que não consigo nem nunca vou conseguir chegar a lugar algum. 


COMO PRETENDO MUDAR

A questão mais importante de tudo isso é que até agora a cada vez que eu me senti perdida, eu tentei achar as respostas no "mais", como eu fiz a minha vida toda. Afinal, se algo não está funcionando, com certeza é porque falta acrescentar alguma peça, não é mesmo?

Se algo não está dando certo: que tal começar outra ideia do zero? 

Se eu não sei muito bem como fazer algo: preciso fazer um curso, comprar um livro ou me inscrever no workshop sobre o assunto. 

Se eu preciso melhorar minha organização: devo comprar uma agenda nova, um calendário e baixar aquele aplicativo legal que está todo mundo comentando. 

Se eu quero me sentir mais bonita: uma roupa nova, aquele sapato da moda ou uma maquiagem legal devem resolver. 

E por aí vai... 


Mente cheia ou Mente consciente? - Fonte: mallorybecker.com

sexta-feira, 23 de março de 2018

Novos Horizontes

Amigos e amigas,

Como vocês podem ver, há tempos que eu não escrevo nada por aqui. No instagram, eu continuo fazendo algumas atualizações, mas ainda assim muito menos do que eu acho que esse blog merece.

Minha ausência se deve basicamente a muitas mudanças que aconteceram comigo e que eu não soube refletir no blog. 

O Sem Lactose, Com Alegria foi criado para compartilhar receitas, dicas e sentimentos sobre alimentação com restrições (principalmente restrição de lactose), mas as mudanças que as restrições alimentares me trouxeram foram apenas a pontinha do iceberg, o início de muitas mudanças boas na minha vida!

Depois de começar a cozinhar mais em casa, aprender a fazer delícias que antes eu achava que só era possível consumir se comprasse pronto e melhorar muito minha alimentação eu comecei a me interessar muito por outros temas relacionados ao bem-estar individual e do planeta. 

Produtos de limpeza e cosméticos mais naturais, redução de desperdício (de alimentos e tudo mais), economia de recursos, organização pessoal e mental, consumo consciente, economia circular, e muitas outras coisas começaram a chamar minha atenção e eu comecei a pesquisar, estudar e tentar colocar em prática nos últimos tempos.

sábado, 27 de setembro de 2014

Mudança de hábitos, reflexões e o filme “Sentidos do Amor”


Durante essa semana estava reparando nas pessoas e refletindo sobre como nós, seres humanos, somos passíveis de sermos moldados pela nossa situação. E isso não é de forma alguma ruim, pelo contrário, acho lindo ver a flexibilidade e a capacidade de adaptação que nós temos.

De onde saiu essa reflexão? Nessa semana comecei seguir uma dieta para melhorar minha ingestão de nutrientes e também tentar descobrir os alimentos que mais irritam o meu já facilmente irritável intestino (*). Nesses dias, vez ou outra eu me peguei comentando, super animada, com as pessoas a minha volta sobre a minha nova dieta e trocando ideias sobre o meu atual estado e minha alimentação com uma tranquilidade que eu jamais poderia imaginar que teria um dia.

Há quase 10 meses, quando levei minha primeira marmita para o escritório porque eu estava passando mal com simplesmente T-U-D-O e mal conseguia almoçar uma batatinha pequena cozida só na água e sal e uns quatro cubinhos de peito de frango também só com sal, eu tinha vontade de me esconder em um buraco para almoçar: esperava não ter ninguém perto do microondas para esquentar o almoço e comia tudo rapidinho torcendo para ninguém ver. Eu tinha vergonha de levar minha marmita, tinha vergonha de explicar porque eu não comia no restaurante da empresa como todo mundo, e principalmente de responder a temida pergunta: “Mas você se sente mal como?” Ah, nessa hora como eu queria que minhas reações fossem dores de cabeça, coceiras ou até ficar verde fluorescente! Não porque sejam sintomas menos incômodos, mas com certeza seria menos embaraçoso responder. Como não é o meu caso, eu me limitava a dizer alguma coisa como “é, minha barriga fica meio estranha” e ainda assim provavelmente com tanta vergonha que as pessoas só deviam escutar algo como “hum hum hum meio estranha ”.

domingo, 27 de abril de 2014

E enquanto houver bacon e geleia, haverá alegria...

O título é uma brincadeira e homenagem a dois alimentos que, desde criança até hoje, me enchem os olhos, me dão água na boca e, por fim, me deixam feliz. Os dois são naturalmente sem lactose e sem glúten e fiquei então pensando: o que há para se lamentar enquanto há bacon e geleia no mundo?



É que o normal ao descobrir uma intolerância alimentar é imediatamente lembrar das coisas que terão que ser excluídas da dieta. Acho que qualquer um que começa a restringir lactose (ou glúten, ou qualquer alimento) pensa: 

"Mas não vou mais poder comer brigadeiro, doce de leite, macarronada, etc?" :´(

Claro que não é 100% assim, existem as versões sem lactose ou sem glúten dessas comidas, aliás, é para testar essas e outras que o blog está aqui. Mas a resposta para a versão "tradicional" a qual estamos habituados ainda é "não" ou, pelo menos, "não com frequência" (dependendo do nível da intolerância).

E hoje, pensando no meu bacon e na minha geleia eu resolvi olhar o outro lado. Porque não lembrar das comidinhas, pratos e produtos que sempre adoramos e que podemos continuar comendo sem medo de ser feliz?

Eu preparei uma listinha de algumas coisas que sempre gostei, no nível de comer até me dar conta que já está todo mundo me olhando com cara de: "sério que cabe tudo isso dentro de você?", quase que nem o Joey de Friends, e que são naturalmente sem lactose e glúten:

Joey, concordo com você em relação à geleia! =)

- Bacon crocante (bacon é vida!)
- Geleias (de morango então...)
- Pipoca
- Feijoada (com arroz,couve, banana cozida e torresmo, eu até choro de alegria)
- Péla Égua (ou canjinquinha) com costelinha de porco
- Moqueca (camarão, sururu, peixe e o que mais quiser colocar dentro eu aceito!)
- O tradicional arroz com feijão, um bife acebolado e salada
- Churrasco (com arroz, vinagrete e feijão tropeiro, claro, um torresminho por cima)
- Goiabada
- Mariola
- Doce de jaca (doce de velho, mas adoro!)
- Doces de figo, mamão, pêssego e basicamente qualquer compota ou doce cristalizado

Sou uma pessoa muito light, né. Só comida leve! Então para finalizar e não ficar feio pro meu lado, alguns alimentos que, para mim, desafiam a teoria do "tudo que é gostoso, faz mal":

- Brócolis
- Grão de bico
- Lentilha
- Morango
- Melancia

E você, já parou para pensar nas coisas que você gosta de comer e que não são atingidas pela restrição alimentar? Não se esqueça delas! 

=)



terça-feira, 8 de abril de 2014

E pra começar...

Em um dos meus filmes favoritos (Moulin Rouge!), é citada uma frase que me marcou muito: “A coisa mais importante que você vai aprender é amar e ser amado em retribuição”. É algo muito bonito, não vou negar, mas no caso dos alimentos o negócio mesmo é seguir o conselho do Caetano Veloso¹ quando ele diz que “E pra começar, eu sou vou gostar de quem gosta de mim.”

Lactose e Glúten, eu os amei por muito tempo da minha vida, mas infelizmente vocês não me amam e é hora seguir em frente.


A analogia é brega, eu confesso, mas a verdade é que muitas vezes ficamos apegados a coisas que nos fazem mal, apenas por força do hábito.

Quem vai me dizer que nunca se apaixonou e ficou sofrendo enquanto o outro nem dava bola, ou pior, fazia algo que machucava? A dor só passa quando a gente desapega e segue em frente. O engraçado é que na maioria das vezes, logo descobrimos que há um mundo imenso de coisas boas à nossa espera no qual nós nem havíamos reparado por fixar nosso pensamento só na dor e no que não tínhamos.

No caso de restrições alimentares não é muito diferente. Nossos hábitos são construídos desde a infância e deixar de lado produtos que sempre consumimos pode ser bem doloroso e causar grandes mudanças, inclusive na nossa vida social. A boa notícia é que uma vez superado o impacto inicial, é possível descobrir uma vasta variedade de alimentos nunca antes explorados que podem ser tão gostosos quanto os que sempre comemos, e às vezes até mais!

E porque não aproveitar a reeducação forçada para não só excluir os itens “proibidos”, mas também conhecer os demais alimentos, diversificar a dieta e torna-la mais saudável? Qualquer pessoa, intolerante ou não, pode fazer isso, mas muitas vezes falta um bom incentivo.

Não estou de forma alguma dizendo que é um privilégio ser intolerante a qualquer alimento, mas uma coisa é certa: é uma oportunidade para rever os hábitos alimentares e a nossa saúde, de forma geral.

Além disso, a verdade é que algumas coisas que estão ao nosso alcance, e outras simplesmente não estão. Eu não posso mudar o fato de que passo mal com lactose e glúten*. Posso chorar, espernear, reclamar o quanto quiser e ainda assim vou passar mal quando comê-los. A escolha que tenho é entre continuar me sentindo mal para “me dar o luxo” de comer coisas as quais estou acostumada ou me reeducar para conseguir levar uma vida saudável. Dá trabalho sim, mas vale a pena! Até porque, no meu caso pelo menos, o “passar mal” é insustentável, as restrições impostas pelas reações são maiores do que as impostas pela restrição da lactose e do glúten* na minha alimentação.

Resumindo, o glúten e a lactose NÃO são a última bolachinha do pacote (embora provavelmente representem uns 90% dela =P)! Existem muitos alimentos gostosos sem essa dupla por aí...Então, enquanto eles não gostarem de mim, eu também não quero mais saber deles! E se, por acaso, um dia me quiserem de volta (será que isso irá acontecer?), ainda vou pensar cautelosamente no caso deles, bancando a difícil!


* Como já mencionei antes minha relação com o glúten é atualmente um pouco indefinida. Não estou consumindo-o por um tempo, mas ainda não sei se isso será permanente ou não.

Ah, e já chega de divagar, a próxima postagem será com a mão na massa porque o final de semana se aproxima e a cozinha me aguarda!

=)


¹ O compositor da música é Rossini Pinto, mas na minha cabeça só consigo imaginar a voz do Caetano, por isso considero que o conselho é dele.

Sem Lactose, Com Alegria



Olá amigos,

A intolerância a lactose é uma velha conhecida minha e há algum tempo venho pensando em compartilhar de maneira mais formal o que aprendi nesses anos de IL. Em vista de alguns acontecimentos recentes, decidi que já era hora de colocar essa ideia em prática e irei contar nesse blog minhas experiências sem lactose e também sem glúten (uma adição em relação ao plano original)!

Depois de mais de 5 anos da descoberta da minha intolerância a lactose e convivendo harmoniosamente com ela, recentemente voltei a passar muito mal sem nenhum motivo aparente. O primeiro instinto foi, obviamente, cortar as pequenas quantidades de lactose que eu ainda consumia esporadicamente (manteiga, leites com lactose reduzida, queijo parmesão para acompanhar massas, etc), mas infelizmente continuei passando muito mal mesmo depois de cortar 100% a lactose.

Percebi então que o glúten também não está me fazendo nada bem, embora não haja nenhum indicativo de doença celíaca ou alergia ao glúten nos meus exames. Dessa forma, ele ficará fora da minha dieta (100% fora ou muito reduzido) pelo menos por algum tempo.

Nesse período de incertezas sobre o gatilho dos meus sintomas, pesquisei bastante, testei receitas e provei vários novos produtos – o que pretendo continuar fazendo! Resolvi então finalmente criar o blog para compartilhar as coisas que aprendi desde o início da minha intolerância a lactose, passando por essa recente fase crítica de incerteza e também quaisquer novidades que o futuro pode trazer. E claro, para trocar informações com outras pessoas que passam por situações semelhantes ou que tem qualquer tipo de interesse sobre o assunto.

Minha relação com o glúten ainda é um pouco nebulosa, mas independente de qualquer resultado, não pretendo voltar a consumi-lo nas quantidades que consumia antes, de forma que o blog sempre terá dicas sobre esse tema.

O objetivo básico do blog é trazer receitas, dicas de produtos e informações diversas sobre a alimentação sem lactose e sem glúten. Algumas receitas e informações poderão ser voltadas especificamente para uma das duas coisas, mas tentarei sempre trazer novidades dos dois temas, além de sinalizar sempre que a postagem for interessante para quem possui outras restrições alimentares também (ovos, oleaginosas, soja, alergia a proteína do leite, etc).

Uma coisa importante e que ficou muito clara para mim é que a informação é a melhor amiga das alergias e intolerâncias alimentares. Por isso, se eu puder contribuir um pouquinho (como vários blogs e sites contribuíram para o meu aprendizado) com quem está buscando mais informações sobre a restrição de lactose e glúten e também continuar aprendendo através da troca de experiências, o "Sem Lactose, Com Alegria" terá seu propósito alcançado!

Bem-vindos ao mundo sem lactose e sem glúten.


Abraços! =)

Feiras Orgânicas - GRANDE VITÓRIA - ES

Olá Olá, Vamos falar de alimentação saudável , sustentabilidade e desenvolvimento da economia local no mesmo post? Colocando assim, a...